Parei. As vezes parar é ficar de frente para o abismo. Tem contornos de cheiros alucinantes. A vontade da queda fica maior no sonho de que parar e ir em queda livre. Lá no fundo acaba o mundo.
Tenho saudades tuas. Tenho saudades do gargalhar dela. Do rosa das unhas feito de misturas de verniz. Das flores do jardim e dos lençóis da cama no inverno.
De como era posta a mesa.
Das canções da manhã...
Não sei de mim sem me rever nela. Não sou mais eu. Tenho saudades tuas e do que devolves de mim.
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