17.9.19

Forças

Oi carochinha. Estou bem, deixei em tons de rosa as cicatrizes que cravei e não as escondi mais do espelho.
Roubei meia dúzia de esperanças tuas da foto que te guardei, traduzi em amor as linhas das mãos. Fingi que dançava balé no chão do quarto enquanto rias como melodia.
Ainda não sei quem sou. Mas sei quem me és. Que o amor te traga sempre em melodias mornas e gotas do mar. Que o sol se pareça sempre com este gosto de casa e a ti. E que nunca me falte amor.
Que o mandes nos dias que não o souber dar. Sei tanto de ti e tão pouco da minha voz.
Tenho sorrido. Espero que tu também. Fazes-me falta.

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