Esta semana, ao contrário das outras todas desde que partiste, fiquei contente por não estares cá presente nesta doença que te poderia levar numa morte dura.
Sei que não te escrevo á muito.
Perdoa-me.
Ainda não soube criar asas vó. Ainda não soube a arte do perdoar sem sentir um rancor pelos que me magoaram, ainda não sei amar como o amor que senti por ti...sem medos. Ainda sinto cansaço na pele ao acordar, ainda acordo a pensar como seria não sonhar com o mau. A sonhar que afinal não há gente bonita como tu, que o mundo não pensa nos outros além de si mesmos e que não fui excepção. Não consigo dar de mim, sem pensar no quanto o outro me pode roubar.
Vó, a tua primavera chegou e não há ninguém nas ruas. Há a paz. A paz que sentia na tua casa ao final de cada tarde sentada na porta da rua.
Vó, hoje choro por agradecer que não estejas aqui e porque fazes-me falta.
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