Na verdade, a vida é feita de repetições. Erros e manobras do engano.
Gasto-me nas saudades e no fingimento do esquecimento.
Guardo tesouros de cachos claros nos risos da alma e no que me recordo nos outros.
Compreendo-te nas noites em que danço e nas retrospectivas ao espelho.
Nunca ninguém escolheu o amor.
Espero sentir-te nas melodias do piano que a vida não me ensinou a tocar. Nos pés que tocam a areia fria do inverno, nos teus muros verdes do musgo e que não podemos caiar.
Ninguém cuida do teu mundo ou do jardim que num minuto se dá a volta. Não floresce amor.
Sinto em mim, a distância de me proteger e a insegurança de me fingir menos. Tinhas amor no trejeito do riso.
Tinhas sempre como me ensinar a olhar.
Eternamente um até já, Maria.
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