Aprendi que não nasci para ir além daquilo que não consigo ser. Não consigo me compor num filme de narração do Woody Allen ou em fotografias coloridas do wes Anderson.
Não te sinto. Trago em mim uma anestesia intocável que não revejo. Criei uma fé inegável e um trago a cansaço que não esperava em mim. Não me cabe na conjuntura das palavras dizer que não me fiz feliz na vida, mas não me sinto escrita.
Não encontro-me na descrição e na definição deste projetar de emoções e não me imaginei tão fria.
Sinto-me cansada no saber da palavra e da saudade do sentir. Não que não sinta, mas não sentir um tanto.
Perder-me em mim, sem pensar no peso.
Sinto falta de um piano na sala e de me deixar chorar nas cores de cinza que tenho e não me permito sentir.
Sinto falta do espaço vazio por encher com todos na sala.
Coloquei velas na esperança que te lembre até morrer e na esperança que me escape dos males que te levaram as dores. Não as condeno. Foste feliz nesse mundo onde refugiaste com ilusões a nós tão tolas.
Não me tornei bailarina e escapou os dedos do piano. Não me expus na escrita e me escondi no refúgio do desenho.
Virei banal.
Não me tornei genial. Não sei tolerar o infame para além do que suporto.
Incompreendi a poesia, a geografia e ainda mais a filosofia. Não me deixei ler ou cansar.
Que falta me fazes. Que falta me faz quem lê apenas pela mão.
Até um dia, para sempre Minha Maria.
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