22.10.11

meia dose de amor e um cigarro

Refilas tanto, amor.
Por hoje estar transito, por existir falta de civismo, por haver sacanas, pelo facto de o mundo estar contra as tuas ideias e outros afins.
Rio-me em silêncio, pareces um alguém fora de cena, caminhando só em boxers pelo quarto, remexendo nas coisas com o cigarro na mão. Passas a mão pelo cabelo, metes o cigarro já inexistente no cinzeiro e voltas para junto de mim, para perto do meu corpo tão dependente da tua nicotina e olhos rasgados cheios de malícia. Dependente do teu sorriso cada vez que falho um bater de peito á medida que me beijas cada estrela que coloquei para ti junto ao ar que retenho nos pulmões.
Falas de ti. Não me lembro de me teres abraçado assim, ao falar de ti e do mundo. Aliás não me lembro de te ouvir falar no mundo, pareces grande e tão pequenino. Beijo-te os lábios. Não quero que gastes já as palavras. Pegas-me ao colo. Sugas-me a alma.
Vejo pirilampos amor. Vejo tantos que não chega o sorriso que me esta no rosto, não me chega as lágrimas que caiem só de pensar que és como o cigarro…acabas depressa.

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