7.12.11

pergunto-me:

Amar… nunca soube o que era ou nunca percebi, de facto, o seu verdadeiro contexto. Disseram-me uma vez, naquelas promessas que nos fazem enganosas, que o amor era único, fazia-nos felizes, que era perfeito, encantador, era uma luta que valia a pena. Essa pessoa, também, me prometeu o feliz para sempre que, eu sabia não existir.

Porém creio que amei, enquanto ia tropeçando nas raízes da desilusão, da mentira e da minha cegues pura. Não soube, jamais, definir os meus sentimentos, fui sempre dada as críticas quando me pregavam a típica rasteira e sem qualquer ajuda, era obrigada a levantar-me, num ato que se foi tornado banal enquanto a minha caminhada percorria.

E então fui dando a verdade as palavras, deixei de me magoar em vão e, hoje, sou fria. Aprendi, a não ligar aos beijos, aos abraços, a não dar uso desnecessário ao meu amo-te, aprendi (e digo que foi graças a ti) que hoje não caio tao depressa nas tuas palavras que pelo que vejo, agora faltam-te.

E nada tenho para te dar, levaste o meu e o teu. E graças ao teu egoísmo nada há.

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