*desabafo*
“Morremos muitas vezes, sem notar que morremos”.
Há o luto na alma, no frio da noite, numa garrafa vazia e
num peito cheio de palavras. Há o tempo em que nos matamos, agarramos na alma,
atiramos contra a parede e sufocamos o grito de uma dor que não podemos voltar
a sentir. Não és alguém, não neste mundo. És luto, fantasma corrompido pelas
chamas de uma mente sem fundo. És inúmeros porque a tua simbiose não é mais um
de um ser normal.
És ninguém. Porque o mundo ficou cheio de gente vazia. O vazio
é simples, menos dor, menos amor e quem sabe, um pouco de masoquismo para fugir
a uma felicidade enganosa. Um mundo cheio de tolos, que aos poucos morrem. Vazios,
sem mares, sem terras, cheios de sonhos e ilusões hipócritas repletos de riscos
como algo por realizar.
E tu, não és gente. Moras noutro homem, noutra casa, noutra
humanidade. Um ser vazio, sem fundo a quem entregas a alma na tentativa de te
salvar. Tola, nunca serás alguém.

tal como este*
ResponderEliminarmt bom!
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