13.6.13

sem fundo:


*desabafo*

“Morremos muitas vezes, sem notar que morremos”.

Há o luto na alma, no frio da noite, numa garrafa vazia e num peito cheio de palavras. Há o tempo em que nos matamos, agarramos na alma, atiramos contra a parede e sufocamos o grito de uma dor que não podemos voltar a sentir. Não és alguém, não neste mundo. És luto, fantasma corrompido pelas chamas de uma mente sem fundo. És inúmeros porque a tua simbiose não é mais um de um ser normal.

És ninguém. Porque o mundo ficou cheio de gente vazia. O vazio é simples, menos dor, menos amor e quem sabe, um pouco de masoquismo para fugir a uma felicidade enganosa. Um mundo cheio de tolos, que aos poucos morrem. Vazios, sem mares, sem terras, cheios de sonhos e ilusões hipócritas repletos de riscos como algo por realizar.

E tu, não és gente. Moras noutro homem, noutra casa, noutra humanidade. Um ser vazio, sem fundo a quem entregas a alma na tentativa de te salvar. Tola, nunca serás alguém.

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