Por entre os recantos do riso, sinto ligeiramente uma comichão absurda no centro do peito.
Há de facto alturas em que não entendo a forma exacta do sentir, tento então encontrar uma forma semelhante e de practica explicação para entender aquilo que se sucede e deixo-me absorver. Caramba, só consigo rir.
Já sei, talvez tudo se retracta ás meias doses de palavras ressentidas que me atiras, talvez trate-se de um produto mal concebido e de uma resolução mal interpretada. Não nos atrapalhemos mais, dizes então ser mal amado.
Dou-me conta então da relação estática que levo entre mim e os meus sentimentos, pouco tem de simbiose e torna-se comichoso.
Sim, creio que posso dizer comichoso. Posso dizer, paixão? Posso.
Existe sim comichão no meu peito, uma enorme comichão provocadora que me leva numa luta invencível entre o cérebro e o sentir. Certamente será tudo psicológico mas, atrevo me a dizer que está comichão assemelha-se as comichões que as feridas dão no seu longo processo de cicatrizarão.
Caramba. Caramba. Caramba.
Levemos o tempo. Afinal não me resta amor.
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