Recapitulando, falar de ti. Sinto o mar, sinto o mar e o poder de querer que o tempo seja outro, que a tua alma magoada reflecte se nitidamente no brilhar dos teus olhos e na estupidez do teu quase amor.
Sei de mim, quando recupero no olfacto o teu cheiro e me aconchego devagarinho como quem não quer afugentar algo que demorou a chegar, naquele momento finito em que debates comigo se havemos ou não de casar.
Perco-me ainda mais, naqueles momentos breves em que adormeço e oiço o teu sussurrar de quem quase dorme "amor, não adormeças".
Acho que se um dia me pedirem para te descrever falarei somente no teu sorriso e no brilho dos teus olhos. Existe o mundo neles. Existe o meu mundo neles.
Soubesses tu o quanto me custa amar e quantos seres amo eu. Só a minha princesa, cujo meu nome já não se lembra, via nos meus olhos a dimensão do amor sentido e machucado , sabia-me de cor e agora nem de si sabe. No entanto diz me assim baixinho, num tom de criança feliz " carochinha como vais de amores?" E eu ri-me, acho que nada demonstra melhor o amor que sinto em mim.
Sem comentários:
Enviar um comentário