17.3.15

Fugas:


Pediram-me para falar de ti. Eu ri-me, acho que nada demonstra o melhor de mim senão tu. Decidi então escrever, nas minhas meias palavras algo que te defina em mim. Não venho escrever num sentido lógico ou num sentido de conto bonito porque nós disso nunca tivemos. 
Recapitulando, falar de ti. Sinto o mar, sinto o mar e o poder de querer que o tempo seja outro, que a tua alma magoada reflecte se nitidamente no brilhar dos teus olhos e na estupidez do teu quase amor. 
Sei de mim, quando recupero no olfacto o teu cheiro e me aconchego devagarinho como quem não quer afugentar algo que demorou a chegar, naquele momento finito em que debates comigo se havemos ou não de casar. 
Perco-me ainda mais, naqueles momentos breves em que adormeço e oiço o teu sussurrar de quem quase dorme "amor, não adormeças".
Acho que se um dia me pedirem para te descrever falarei somente no teu sorriso e no brilho dos teus olhos. Existe o mundo neles. Existe o meu mundo neles.
Soubesses tu o quanto me custa amar e quantos seres amo eu. Só a minha princesa, cujo meu nome já não se lembra, via nos meus olhos a dimensão do amor sentido e machucado , sabia-me de cor e agora nem de si sabe. No entanto diz me assim baixinho, num tom de criança feliz " carochinha como vais de amores?" E eu ri-me, acho que nada demonstra melhor o amor que sinto em mim.


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