15.3.15

Margens:

Nós somos o desespero. 
Pelos dias que passam sinto a sintonia entre o pensar e o morrer, o monótono pesar do tempo que teima em passar depressa de mais. Sinto, quase que num pequeno feito, que a alma está a trepar pelo meu ser para chegar até ti. 
Ris. Não de mim. Pelo menos já lá vai o tempo em que rir seja sinal de graça. Ambos sabemos que todo este gargalhar descontrolado antecedesse ao nervosismo do toque. Ambos sabemos o quanto a alma cansa nesta batalha desenfreada contra a consciência.
Sabemos também, que a cada nova volta, a cada novo ciclo, a cada nova felicidade o nosso corpo falece um pouco a cada final de dia.
E sabes que mais? Que o desespero sejamos só nós.

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