Quando foi que cresceste? Que deixaste de dar a mão? Que deixaste de lembrar do gosto do café da avó? Para onde foram as nuvens do meu quintal, as flores do meu jardim? Onde estão as horas? Quem sou eu e quem és tu?
Diz-me carochinha, quem te deu olhos tão doces e tristes? Quem te tirou o amor do peito e as memórias futuras?
Lembraste? Daquela cachopa da rua tal, trazia consigo o mundo nas costas e um chapéu de palha velho, sorria. Quando foi que o meu pai morreu? Quando foi que me esqueci?
Carochinha, Inês Sofia, volta amanhã que o mundo é tão bonito e eu preciso de te contar.
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