12.7.18

Tempestades do consciente:

Conheci-te no infinito do tempo. Na equação impossível da vida. Na tempestade pequena dos anos.
Conheci-me nas inundações da alma e no cheiro do travesseiro.
Foste pautas de musicas por criar, poemas escritos e rasgados. Foste a alma de quem não tem. Foste...
o que criámos? És a desilusão em ti, o corpo rasgado por ferros intra espirituais. És a dor que te cega na pressão de nada ser. És criação.
És a luz da tua sombra. És amor. Sempre foste amor. És a obra de museu escondida na caixa. Foste o criador da peça de quem não ama. Foste tudo sem nada. Fomos nada e o nada é o melhor do neutro.
A teoria começa sempre do nada. Não se fale mais de amor que afinal a saudade mata. E o esquecimento jamais perdoa. Tivesse eu perdão em mim.
E não fosse eu esta constante repetição.
Que o amor jamais te falte nesse sitio onde moras agora. Fazes-me falta.

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